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Guilherme P.
Muitos podem achar que isso soa arrogante, mas eu tenho muitos problemas com Aleister Crowley e sua obra – mas bom, não foi ele que disse que não queria uma legião de fanáticos? Pois bem. Eu sou filosoficamente thelemita, mas sem as coisas excessivamente densas de Crowley; densas tanto vibracionalmente (mais do que seria necessário) como verborrágicas e sempre mutáveis; afinal, Crowley sempre reformulava a Lei de Thelema para se adequar ao seu pensamento pessoal naquele momento de sua intensa vida.
De qualquer modo, penso que ninguém muda quem é realmente no âmago, embora possa, ou muitos de nós possamos, nos lapidar, tornando a nossa essência mais palatável ao Todo, ou seja: a pessoa violenta nunca deixará de sê-lo, mas pode canalizar esta característica em luta de peso pesado, no exército, em agressividade em negócios. Muitos de nós podemos tornar o que nós somos mais harmonioso com o Todo, o que seria o objetivo final da Magick.
E quem não pode? Note que eu disse “muitos de nós podemos”. Crowley dizer que Magick é para todos, mas que apenas a prática adaptada ao Novo Aeon – ou seja, nos preceitos do Profeta 666 – são em essência válidas e quase seguras, me soa como um pensamento de seita: “somente o que eu digo é válido” e diz mais sobre a egolatria de Crowley do que sobre um princípio aeônico de evolução espiritual.
Eu penso que algumas pessoas são literalmente lixo, no sentido de serem inlapidáveis. Você já deve ter conhecido alguém assim, que pensou: “essa pessoa é um completo lixo e nunca mudará”. São essências que nunca poderão ser a melhor versão delas mesmas, mas sim mais ou menos o mesmo fracasso, sempre e para sempre.
Magia não é para todos, mas sim para aqueles que podem se lapidar. Um inlapidável corromperá tudo, inclusive a ascensão na Árvore da Vida.
De qualquer modo, se você teme ser um desses caídos, provavelmente você não o é, ou já teria desistido de ler. Se houver dúvida, pense: “no fundo, eu quero destruir tudo?”. Se não, mesmo que seja “quase tudo”, você não é um sem jeito, um eternamente ímpio, um pecador contra o Espírito Santo, alguém que no Dvaita Vedanta sempre renasceria no Inferno. Você é normal e pode se tornar a melhor versão daquilo que você já é.
E, bom, evolução espiritual não precisa ser excessivamente complicada, embora todo esse assunto possa ser resumido com uma simples palavra: “escolha”.
Primeiramente, se você não quer destruir tudo, você está apto a escolher entre Luz e Trevas, entre o impessoal e o pessoal. Para tal, inicialmente descubra a sua Verdadeira Vontade, o que é simples, mas não exatamente fácil.
Os conceitos a seguir não são meus, mas vindos de um canal do YouTube chamado The Grim, embora com algumas adaptações minhas.
Boa sorte.
Os Tipos de Verdadeira Vontade
Há sete arquétipos centrais que ressoam com aquilo que alguém é de verdade, e portanto com o caminho natural para ela. Por isso falei sobre pessoas de essências corrompidas. Elas também se incluem em algum desses arquétipos, mas ao segui-los os corrompem igualmente.
Lembre-se que se você ou alguém não quer destruir tudo, ainda há muita esperança.
Dito isto, os arquétipos:
Rei – aquele que serve àqueles que lidera. Normalmente deseja poder, mas se ele deseja isso acima do ato de servir, não é mais um Rei e trata-se de um Tirano.
Cavaleiro – aquele que luta pelo que julga certo. Se sente deslocado, pois está servindo a um mundo doente. Antigamente, havia um rei claro para o cavaleiro defender, mas como há poucos reis verdadeiros atuando, a situação se torna mais difícil para ele. Muitos se tornam policiais, soldados éticos, ativistas.
Artista – aquele que toca corações, seja com arte, com palavras e com ações. Aquele que torna o mundo estético e significativo.
Guia – aquele que ensina, guia e direciona no caminho.
Construtor – aquele que constrói impérios, conceitos e outras coisas que valem a pena.
Buscador – aquele que sinceramente busca a Verdade e a compartilha. Caso se utilize do que descobre para fins insalubres, pagará cedo ou tarde, nesta vida ou na próxima.
Ferreiro – aquele que curiosamente é o mais perigoso. Ele é quem tem o ouro e, caso escolha as Trevas (a pessoalidade), será pior do que qualquer tirano, pois será aquele que o financia.
Uma pessoa pode ter mais de um desses arquétipos, mas um será o central, e para descobri-lo basta se perguntar: “o que faz eu me sentir muito feliz por estar vivo?”. Qual é a ação ou ideal que te faz se sentir realmente vivo, pleno? Esta é a sua Verdadeira Vontade, ou melhor: como você irá aplicar essa resposta ao mundo ao seu redor.
Próximo Passo
A evolução espiritual na Árvore da Vida ocorre simultaneamente, não de maneira linear, exceto quando ilusoriamente parece assim. Portanto, você pode conhecer o seu Santo Anjo depois de Cruzar o Abismo ou mesmo antes de saber a sua Verdadeira Vontade. Por isso, te digo… O próximo passo é você escolher sinceramente entre a Luz e as Trevas. Entre a impessoalidade e a pessoalidade. Não significa que na impessoalidade você não tem desejos ou vontades, mesmo motivações, mas sim que na essência você estará lutando por algo além de si mesmo.
Escolha sinceramente. Escolher a Luz é Cruzar o Abismo, mesmo que não imediatamente, mas enquanto você vive a sua aventura em sua Verdadeira Vontade, em algum momento esse Cruzar se manifestará em Malkuth. Significa que escolher a Luz é espiritualmente Atravessar o Abismo do Conhecer, mesmo que você o escolha em seu coração, nunca verbalizando. Escolher as Trevas é se tornar um Irmão Negro, mesmo que em seus lábios você “tenha escolhido” a Luz.
Plano de Vida
A seguir, quando sentir a coragem, faça o seguinte…
Passe um dia inteiro em silêncio. Não significa que você não deva falar com ninguém, mas separe um dia para ficar em contemplação; sem distrações desnecessárias, sem longos diálogos, desconectado de estímulos o máximo possível. Dado momento, o seu Anjo se manifestará e te dirá algo, por meio do insight.
Esse algo que ele te dirá deverá guiar a sua vida e será o meio pelo qual você concretizará a sua Verdadeira Vontade.
Você acabou de ter o Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião.
E, é isso. Você está no caminho de tornar a sua essência a melhor coisa que poderia ser, mantendo o seu próprio material bruto. Quando estiver pronto, procure resumir quem você é (arquétipo) e como o manifestará no mundo (Verdadeira Vontade) em uma Palavra. Pode ser um conceito, uma ideia, uma palavra. Precisa apenas fazer sentido para você. Sabe o que isso significa, não é mesmo?
A Sabedoria, é claro!
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