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RmP além do Banimento

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Marco Vinicius. Magista e Terapeuta Energético Iniciático.

Crowley dizia que o RmP, quando bem utilizado, seria “a Medicina dos Metais e a Pedra do Sábio.” Com a plena divulgação do Ritual, é muito óbvio que ele seria transformado em algo simplista e cheio de definições equivocadas; atualmente, o Ritual Menor do Pentagrama virou o Ritual Menor do “Monograma”.

A definição do RmP como sendo um “ritual de banimento” é uma inverdade simplista, e mostra a completa inaptidão da maioria dos magistas em reconhecer as sutilezas das dinâmicas energéticas mágickas e cotidianas.

O RmP é um ritual absolutamente iniciático, que visa à construção e formulação do próprio Corpo de Luz e do espaço mágicko pessoal. O mecanismo pelo qual isso acontece é a chave do ritual.

Eu disse que o RmP virou o Ritual Menor do “Monograma” porque, embora as pessoas aprendam teoricamente todas as funções desse ritual, a imensa maioria dos praticantes o reduz à operação de banimento do elemento Terra, acreditando que essa operação é suficiente para esterilizar e estruturar completamente o espaço mágicko pessoal e o ambiente trabalhado; magistas com uma sensibilidade energética mais ostensiva sabem que isso é uma falácia.

O RmP é, sim, um ritual de limpeza e fortalecimento dos campos energéticos, mas, mais do que isso, é um ritual de depuração e construção elementar pessoal, visando trazer uma medida palpável e a consciência do indivíduo para seus corpos elementares.

Quando o magista desenvolve a capacidade de ter uma consciência mais profunda de suas necessidades cotidianas, ele sabe que, em alguns dias, banir Terra será ineficaz para sua demanda pessoal.

Uma das principais funções do RmP é a harmonização dos elementos, trazendo maior consciência para os desequilíbrios pessoais e maior autonomia na manipulação e modulação das energias elementais.

Tanto na operação de banimento quanto na de invocação, a qualidade e a intensidade dos elementos, definidas pela Vontade, criam estruturas específicas nos campos energéticos e na psique do magista, fazendo com que, aos poucos, essas estruturas harmônicas sejam elaboradas, definidas e reforçadas, trazendo à consciência do operar a sensibilidade dessas estruturas elementais internas e externas, e definindo o ideal dinâmico entre seu corpo físico, suas emoções, mente e conexão espiritual.

Para exemplificar, pensemos no trabalho de um ilustrador.

No início, ele desenha apenas alguns esboços em uma folha em branco. Nesse momento, a visão total da obra pode ser incerta e pouco clara.
Com o passar do tempo, o esboço torna-se cada vez mais rebuscado e refinado em seus elementos e contornos.

O ilustrador desenvolve a sensibilidade de entender o que harmoniza ou não com sua obra; o que constrói ou deteriora sua expressão artística.

Trabalhando com dedicação e tempo suficientes no esboço inicial, qualquer garrancho tem o potencial de transformar-se em uma Obra de Arte.

Assim, o RmP, quando utilizado em seu máximo potencial, tem a capacidade de transformar o esboço interno na Grande Obra. Por isso é a Pedra Filosofal.

Utilizar o RmP apenas como um ritual genérico de limpeza e proteção é uma muleta que, claro, é extremamente necessária no início da prática, porém,  só atingiremos o verdadeiro potencial deste ritual quando o utilizarmos como uma ferramenta para o desenvolvimento da percepção sutil das posturas e estruturas internas e externas.

A verdadeira capacidade de limpeza, estruturação e proteção vem de uma consciência calibrada e sempre atenta.

Este é o Trabalho Maior do RmP.


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