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por Danilo Sena
Faz o que tu queres há de ser o todo da Lei.
Olá, me chamo Danilo e está aqui é a minha primeira postagem no Morte Súbita.
Conheci a magia Enochiana em um momento extremamente conturbado da minha vida. Simplesmente sem treinamento nem acompanhamento, comecei nesta senda com objetivos puramente terrenos e sem a devida orientação. Creio que nunca se sabe verdadeiramente sobre algo se não se experimentar para ter a experiência. Porém, quando se trata de magia, estamos, de certa forma, trapaceando com a natureza. E, tratando-se da natureza, sempre haverá uma reação após uma ação. Haverá rastros e consequências, sempre.
Eu, assim como a maioria dos jovens adultos, estava em um momento complicado: não conseguia emprego algum na minha área de formação. Até que juntei uma grana e adquiri o curso de Taumaturgia Enochiana do ilustre Robson Belli. Confesso que, antes desse curso, minhas experiências com enochiano não foram tão caprichosas ou valiosas, mas, a partir do entendimento trazido por ele, me permiti começar do zero em vez de sair fazendo qualquer coisa por desespero. Ainda me lembro da primeira vez que tive um resultado concreto com a primeira e a segunda chamada enochiana, realizadas de forma ritualística. Fiz algo básico, como um rubi estrela e alguma outra coisa que não me recordo exatamente. O que lembro é que a primeira chamada tornou os pentagramas invisíveis, como o calor visto acima de um carro em dias quentes, e a segunda chamada deixou o ambiente completamente carregado — não de forma negativa, mas a atmosfera mudou para algo pesado.
Bem, o testemunho e relato que vocês lerão agora foi, se não me engano, minha primeira tentativa de realizar taumaturgia. Eu estava completamente despreparado: sem jejum ou preceitos, sem ferramentas consagradas, sem banimento no final, eu só tinha meu robe, o anel, o altar com os materiais postos e um robe branco para o vidente, antes de começar a prática fizemos uma firmeza para nossos guardiões, vulgo firmeza de anjo da guarda.
Não encorajo ninguém a seguir por essas vias, ainda que eu tenha usado apenas a licença para partir. Experimentar, anotar os resultados e observar é o mais importante. Ainda que os documentos da Golden Dawn mencionem a omissão do banimento para consagrações de bases materiais, e se tratando da manipulação material para resultados imateriais (como é na feitiçaria ou na taumaturgia), prudência e discernimento são essenciais.
Eu até consegui um emprego, mas logo percebi que era um ambiente extremamente tóxico. Decidi que era hora de fazer algo e optei por requerer que meu superior me desejasse o bem, minha evolução, como a um filho. Acabei entrando em contato com um amigo de infância, que aqui, por razões de confidencialidade, chamarei de “Z”. Z é filho de um Táta de Kimbanda aqui no Rio de Janeiro, nasceu com vidência e vi nisso uma oportunidade — não só para avançar na arte mágica, como também para estreitar os laços com uma pessoa querida que tem os mesmos gostos que eu.
Enfim, sem mais delongas, segue abaixo o relato e, ao fim, trarei as consequências disso:
Os relatos a seguir são resultado da vidência mediúnica durante os rituais realizados, a saber, respectivamente: chamada enochiana e banimento Rubi-Estrela, efetuados em 19 de maio de 2024, no Rio de Janeiro.
Ritual Enochiano com Danilo
Com as chamas acesas, comecei a escutar barulhos estranhos e a aparência do Danilo, suas feições e olhar mudou, quase como se estivesse tomado por uma entidade. No ambiente deu-se uma sensação de neblina, o fogo estalou intensamente e uma aura negra profunda, mas não desagradável, tomou conta do local. Durante a prece (-aqui, se me lembro bem, foi a Obediência Fundamental), percebi a aproximação de luzes após ele entoar os doze nomes. A chama reagiu fortemente e a aura mudou para uma luz forte. Uma energia enorme se aproximou durante a invocação. Parecia haver um ser à esquerda do Danilo. Ao fazer a chamada dos nomes (- ao realizar as chamadas enochianas), senti se abrir um portal de energia, cuja direção exata não pude identificar. Após tocar o sino, houve muita alteração na chama e uma aura vermelha intensa entrou (-o ritual foi para amor, com foco exclusivo na vela de cor vermelha, sendo, se me lembro bem, a primeira a ser acesa e a última a ser apagada). Alguém me disse: “Sou eu que me manifesto. Não lhe permito a visão da minha imagem, mas saiba da minha presença”. Danilo se engasgou (-ansiedade, falta de foco; perdi o transe da vibração da chama por ler rápido e alterar o tom de grave para levemente agudo) e o transe passou.
Outra presença, uma segunda, se manifestou. Era fria e trazia a sensação de vento. Ouvi uma voz que era como um suspiro ou vento soprando, mas não pude compreender o que dizia nem que língua falava. Na direção da esquerda, de onde vinha, havia uma silhueta luminosa que talvez lembrasse asas, envolta em luz prateada. Outra energia, na direção do notebook/televisão, quente como um vento abafado, com uma silhueta escura. Uma aura de tom lilás/roxo se materializou sobre a mesa, enquanto 4 ou 5 seres se fizeram presentes: quatro dispostos ao redor da mesa, um outro em posição indeterminada, alinhada ao centro da mesa — acima, abaixo ou apenas em presença etérea. Eles observavam o rito e eu ouvi: “O escriba está aceito”, embora não possa precisar a forma de comunicação utilizada. Sombras se moviam e o som de algo grande se deslocando pôde ser ouvido acima de nós, enquanto Danilo falava com a foto (base material que identificava o alvo).
Ouvi uma respiração forte. A presença deles pôde ser notada no ambiente, ao redor e acima de nós. Durante o pedido, havia um portal visível, aberto sobre a mesa. Pude ver as silhuetas dos seres elevando seus braços na direção do portal, em torno de uma luz branca/prateada. Na partida, pude ver um deles, que me encarou, permitindo que eu visse sua forma: era humanoide, mas continha traços bestiais; as proporções de sua face lembravam as de um morcego, com olhos afastados do nariz, cujas narinas eram em pé. Toda a energia se dissipou completamente no momento da partida (licença para partir). Nada mais aconteceu durante o banimento final. Danilo ficou com aparência de queimado de sol.
Banimento Rubi-Estrela
A chama reagiu ao som da sineta e oscilou. A luminosidade do quarto diminuiu no início do ritual, ao mesmo tempo que a energia começou a se concentrar, ficando gradativamente mais densa com o canto, até formar uma aura negra. Havia focos de energia como dois círculos, um acima e um abaixo do Danilo, e suas cores mudavam quando ele proferia as “saudações” nas quatro direções (A Asseveração dos Encantos, projeção dos pentagramas e vibração dos nomes divinos). A aura dele mudou na saudação a Pã, mas não posso afirmar o formato que ela assumiu. Era como se ele estivesse envolto em uma sombra. Os círculos desapareceram e ele apareceu iluminado como que pela luz de uma fogueira no chão, envolto na aura de sombra que surgiu durante a entonação do hino a Pã. Ao fim, a lamparina reagiu novamente ao sino, como no início.
Voltando a realidade…
Após algumas semanas, consegui um emprego em um lugar que eu julgava ser bom. Era na minha área, com mercadorias que eu adorava. De início, eu era bem querido pelos meus superiores, mas, como ninguém nasce sabendo ser pai ou mãe, não demorou muito para começarem os abusos. Especialmente quando meu colega de trabalho, mais velho, faleceu… Passei a fazer a tarefa dele.
Acabei saindo daquele local. Na época, eu estava com uma parceira e minimamente praticávamos oração para uma deidade hindu. Trago esse detalhe porque, querendo ou não, acabei ficando em um trabalho onde meu gestor é realmente um pai, no sentido de se importar, liderar e instruir a mim e aos demais. E quanto a isso, a única coisa que posso dizer é: por mais que a magia enochiana seja algo extremamente forte — como dar uma Ferrari na mão de uma criança —, isso não afirma que esse ramo seja o único nem o mais poderoso. Afinal, muita gente por aí não tem Ferrari nem a idade de uma criança, mas sabe pilotar um Chevette muito bem, por exemplo. E ainda assim, eu tive consequências. Tive o que pedi e ainda vejo os rastros do que foi feito no passado, como ter começado a desenvolver meus sentidos psíquicos, vendo pontos de luz na visão periférica, as vezes escuros, as vezes brancos, as vezes vermelho, depende do humor e da natureza. Creio que isso seja efeito colateral de uma prática que eleva o operador por justamente lidar com seres de altíssima vibração. E quanto a esses pontinhos, atribuo eles a larvas astrais, ou melhor dizendo, ao conceito de Little Nasties, tal como fora explicado por Donald Michal Kraig.
Espero que essa postagem possa estimular você, leitor, a alcançar seus objetivos, a buscar aquilo que realmente importa com prudência e cautela.
Dedico este texto ao meu ex-colega de trabalho, Ricardo Magalhães, que está em união com Nuit. A “Z”, grande e querido amigo que compartilhou e compartilha boa relevância em minha história. E também deixo aqui meus agradecimentos ao Robson Belli, que me estimulou a seguir em frente, a aprender por conta própria e por trazer esse sistema à vida, o que também foi e é capaz de proporcionar mudanças na minha vida e na de outras pessoas.
Amor é a Lei, Amor sob Vontade.
Danilo Sena. Thelemita a serviço da A.’.A.’. pela linhagem de Sérgio Bronze. Formado em Relações Internacionais, falante do Inglês, Espanhol, sitarista. Para contratação ou maiores informações entrar em contato, Instagram: @Danil00z E-mail: danilo.sena.p@gmail.com
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