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Por The Llewellyn Journal
Para muitas pessoas – especialmente no mundo ocidental – o Kamasutra é apenas uma coleção de diferentes posições amorosas, uma combinação de acrobacias e pornografia. Mas para a mente oriental, o verdadeiro significado do Kamasutra vai além desta interpretação puramente física. Para eles, o sexo – em todas as suas formas – é sagrado. Ele reproduz o ato criativo final, a união dos princípios cósmicos masculino e feminino. O sexo é a causa da criação e manifestação do universo. Segundo o Tantra, o ato sexual, por mais trivial que possa parecer, é sagrado e cósmico (mesmo quando os amantes não reconhecem este fato, o que geralmente é o caso).
Ao fazer os asanas (as posições de yoga adotadas para o ritual), o tantra procura “divinizar” o casal e sua sexualidade. Sem este elemento espiritual, o Kamasutra e o Koka Shastrano não evocariam rituais divinos.
Estes dois tratados têm como objetivo aumentar a voluptuosidade sensual. Para este fim, eles propõem várias técnicas sexuais, com foco nas posições de fazer amor. De fato, os asanas, ou posições tradicionais para a meditação conjunta, são específicas e escassas.
Os professores do Tao escolheram as posições mais confortáveis para prolongar as relações sexuais, às vezes até mesmo até duas horas sem ter que se mover muito, pois isso dificultaria a interiorização durante as relações divinas. Geralmente são tão confortáveis que se consegue um relaxamento físico e mental completo, e níveis alternativos de consciência, ou mesmo de sono, podem ser alcançados. Os asanas também devem favorecer o intercâmbio magnético da energia vital e facilitar o controle sobre a ejaculação e a saúde do corpo.
O tantra dispensa (pelo menos no início) a posição mais comum utilizada no mundo ocidental – a chamada “posição missionária” (Uttana bandka em sânscrito), na qual o homem se deita sobre a mulher. Esta posição é rejeitada pelos seguidores do Tao porque não facilita o controle.
O Raciocínio por trás das Posições:
Vamos começar invertendo a posição missionária, colocando a mulher no topo. As vantagens: a mulher (ou deusa, para o Tao) tem iniciativa sobre os movimentos e controla a experiência. Embora quase completamente imóvel, o homem pode relaxar mais e ceder melhor. A posição também permite uma união invertida, onde o homem se identifica com a energia feminina e pode compreender melhor psicologicamente seu cônjuge. O homem adotará a posição habitual da mulher, deitado, com as pernas afastadas, enquanto a mulher assumirá o papel que o homem normalmente faz e manterá suas pernas apertadas.
No mundo ocidental, a mulher normalmente move sua pélvis para cima e para baixo – esses amplos movimentos de penetração, feitos a seu próprio ritmo, agradam muito a ela. Mas são precisamente esses movimentos amplos que podem provocar uma ejaculação inoportuna.
Em contraste, o tantra propõe o que é conhecido na Índia como o encaracolamento. A mulher está sentada sobre o homem, de costas para ele, o que permite ao homem girar a pélvis. Ele aperta e relaxa suas nádegas sucessivamente, movendo a pélvis para cima e para baixo. Ao mesmo tempo, com os músculos inferiores das costas, ele gira e esfrega o púbis, o que estimula muito a mulher. Ambos os amantes atingem níveis surpreendentes de prazer.
Graças às ondas neuroelétricas, a energia ascendente que estes movimentos provocam gera um maior nível de realização tanto para o corpo quanto para a mente.
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Fonte:
THE LLEWELLYN JOURNAL. The True Meaning of Kamasutra. The Lllewellyn’s Journal, 2005. Disponível em: <https://www.llewellyn.com/jou
COPYRIGHT (2005). Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.
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