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por Rômulo Guyraúna
(excerto do livro Vampiro: o Rito e a Mestria)
Os vampiros artificiais encontram-se na categoria dos “espíritos elementares”.
Enquanto os “espíritos elementais”, segundo a Sagrada Cabala, são entidades espirituais presentes no suplemento vital de cada um dos quatro elementos – sendo tradicionalmente chamados: gnomos e duendes, os que habitam a sutileza do elemento Terra; salamandras, os pertencentes ao Fogo; ondinas os seres característicos da Água; e silfos os que pertencem ao Ar; os “elementares” são gerados pelo pensamento humano, compondo, em linhas gerais, uma gigantesca massa de entidades mal definidas, porém, semi-inteligentes.
Analisemos o desenvolvimento de uma forma-pensamento.
A essência elemental e a própria Luz Astral são suscetíveis aos movimentos do pensamento humano. Pensamentos concentrados carregados de desejos intencionais, moldam a essência elemental atribuindo-lhe formas – tornando-as agregados psíquicos autômatos que se parecem com seres vivos. Mas o que seria um “autômato psíquico”? Seria um engenho, uma espécie de máquina, que funciona e age mediante a programação ou o propósito delineado por seu criador. Pensamentos repetitivos nascidos de desejos reprimidos ou temores também podem dar origem a essas estruturas que, com o tempo, se continuamente mantidas, adquirem a capacidade de agir por si mesmas – momento em que se tornam obsessores psíquicos de seu próprio criador ou atingem maior raio de ação, passando a atuar sobre a psicosfera de outros lugares ou pessoas: o autômato vive em uma realidade virtual, independente de seu criador; seu tempo de vida será proporcional à intensidade do pensamento e do desejo que lhe deram origem e das forças que conseguir assimilar.
Imagine alguém que tem a capacidade de pensar em uma pessoa, várias vezes por dia, ao longo de muitas horas diárias. Se esse alguém odeia violentamente o outro, gerará um elementar (uma forma pensamento) carregado de ódio. A princípio, a entidade tenderá a agir sobre aquele que a criou – influenciando seu criador e aumentando-lhe o tipo de desejo e sentimento que a movimenta, incitando-o a renovar o pensamento obstinado que a criou. Seu domínio crescerá à medida que ela se fortalece e a cada dia sua influência sobre seu fundador será maior. Com o tempo o elementar terá força suficiente para incidir sobre a pessoa odiada à guisa de demanda mágica – independente da realização de rituais para a consecução do fato – desde que encontre abertura para isso (se a vítima vibrar ódio, o elementar gerado no ódio há de afinar-se com a mesma). De modo análogo, uma forma pensamento muito forte poderá, ao identificar-se com alguém próximo a seu criador que esteja vibrando em sua mesma frequência, movimentar-se para beber de outra fonte.
Felizmente a maior parte dos pensamentos de homens e mulheres dizem respeito a si próprios e muitas vezes são fugazes.
Magicamente falando, uma seita ou escola esotérica pode, em trabalhos coletivos, gerar e alimentar poderosamente, não apenas com forças psíquicas e emocionais, mas com elementos concretos, um elemental artificial – ampliando seu tempo de vida e extensão ativa. Se a sociedade ou o mago responsável pela geração da entidade deixar de existir, desde que se encontre fortemente animado o engenho há de passar um tempo vagando à procura de novas fontes de energia. Tornar-se a um vampiro elementar.
Elementares gerados magicamente, em meio a evocações e objetivos muito bem calculados, geralmente são muito mais fortes – consequentemente, são mais perigosos. Costumam vagar à procura de subsistência: ritos propiciatórios, furto energético, prestação de serviços e trocas mágicas, etc.
Assim surgem, de círculos fechados, demônios, mestres, divindades guardiãs escravocratas, “alienígenas”, etc. que em realidade são engenhos psíquicos e emocionais muito bem formados e definidos por iniciados com grande conhecimento mágico. São entidades que adquiriram independência e se esforçam para não deixar de existir.
Obviamente, a presença de uma entidade espiritual real (ou de um mago ou feiticeiro com maiores graus de conhecimento, assim como a atividade de determinadas escolas de Alta Magia) pode banir ou dissolver completamente o engenho.
Existem, ademais, formas-pensamento geradas na Bondade, com propósitos altruístas, protetores e auxiliadores, ou ainda voltadas à cura energética, elaboradas por círculos esotéricos comprometidos com Propósitos Espirituais elevados. Esses são mecanismos que atuam como auxiliares invisíveis de ordens e indivíduos cujas emoções e pensamentos convergem às luminosidades do Astral e Mental superiores.
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