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Magia do Caos

O Foco da Vida

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por Austin Osman Spare

Tradução: G.T.O. — Grupo de Traduções Ocultas;

Tradutor: Frater Virgulino Lampião vel Luzeiros;

Prefácio

Os Murmúrios de Aaos

“Agora para a realidade”

Aàos se recuperando da Postura de Morte”

“A Natureza é mais atroz”

 

Aforismo I

 “O esforço de recordar no Vale do Medo”.

KIA, DAS EFÍGIES DE ZOS, FALA EM SOLILÓQUIO:

Eu trago uma espada que contém o seu próprio remédio: O leite amargo que cura o corpo.

Prepara-te para encontrar Deus, a crença ilimitada, Tua verdade viva. Morre não por alívio, mas para que o mundo possa perecer.

A Natureza é mais atroz. Aprenda todas as coisas de Ti na forma mais sinistra de representação: a partir de teu pensamento para depois tornar-se.

Tendo sofrido prazer e dor, alegremente tu negarás as coisas da existência para a liberdade a partir do desejo — miserável desordem da desigualdade — uma vez que assim o desejar.

E esse é o medo do desejo. A adição do ‘Eu’ de uma ilusão maior.

Desejo é a concepção Eu e Tua indução.

Não há nem eu nem tu nem uma terceira pessoa — perdendo esta consciência de união do Eu e o Self; não haveria limite para a consciência na sexualidade.

Isolação em êxtase, a indução final, é suficiente — Mas, procrias tu sozinho!

Falar não para satisfazer, mas para zombar. Tu ouves a sonora gargalhada do Céu? Diretamente a boca se abre e fala em honradez.

No riso extático dos homens eu ouço sua vontade rumo à libertação. Como posso eu falar para aquele que necessitava de silêncio?

Salvação deve ser Desmentir Tudo: e é a verdade, como o tempo, que fala todas as coisas.

Quais são os usos de palpites ou trechos de murmúrios?

A verdadeira sabedoria não pode ser expressa por sons articulados. A língua dos tolos — é a palavra.

No labirinto do alfabeto a verdade está escondida. Ela é a única coisa repetida muitas vezes.

Confinada dentro dos limites ou racionalismo; não supõem que ainda não foi respondida.

Ó Zos, tu estás caído no involuntário acidente de nascimento e renascimento, na encarnação das idéias das mulheres.

Uma sexualidade parcial envolvida no pântano da lei sensual. Na terra o círculo foi criado.

A origem de todas as coisas é o self complexo. Como se fará o fim das coisas?

A incerteza de todas as coisas por este crescimento, e ignorância da individualidade. Eu ou Self, em conflito, em separado.

Este esquecimento dos símbolos torna-se a inexplicável ‘razão’ da existência.

Incapaz de conceber os acontecimentos do presente: o que será do conhecimento do passado e futuro? Em verdade, este criador fala ‘Eu não sei o que Eu faço’.

E neste pesadelo vivo, onde tudo é canibalismo. Porque tu negas a ti mesmo? Em verdade, o homem se assemelha ao seu criador, no que ele consome a si mesmo em muita imundice.

O Céu dá indistintamente forma a sua opulência para criar a medonha luta chamada de existência.

A necessidade era uma deliberada porção de seu próprio prazer — tornado-se cada vez mais estranho. O afastamento do self é a dor e a criação precoce.

Através deste afastamento do Self — tu não ouvirás o teu próprio chamado para ser potencialmente Tu Mesmo. O Self vivo não habita.

Não há nenhuma verdade em teu desejo. O Prazer se esgota de ti. O extático preenche-se de êxtase, isso é exigir muito?

Infeliz, a pequenez do desejo do homem!

Tu deves sofrer tudo uma vez mais: inimagináveis sensações, e assim consumir todo o mundo.

Ó Zos, tu viverás em milhões de formas e cada coisa concebível deve acontecer a Ti. Lembre-se que nestas percepções está aquilo que tu tens desejado.

O que é todo o pensamento senão a moralidade das percepções que se tornou o sexo? O que é desejado do Self é dado — eventualmente.

O desejo é suficiente. O Self’, aprazerá em todas as coisas.

Há apenas uma percepção, — a sexual. Há apenas um desejo, — procriação. Eu sou a causa — tu o efeito.

Eu sou tudo aquilo que Eu concebo. Não para todo o tempo, mas para algum momento.

‘Eu multiplico Eu’ é a criação: O infinito sexual.

Não há fim para os detalhes de minha semelhança extrema. Quanto mais caótico — mais completo sou Eu.

A alma é os animais ancestrais. O corpo de seu conhecimento.

Esta alma onívora, quão vigorosa: ela parece ser eternal em seu suicídio.

Estas sexualidades modificadas são o índice do conhecimento; isto compreendido; as dualidades não obstruem com associações que envolvem a complexidade infinita e muita educação.

Existência é uma continuação da auto-realização. Criar valor, quando não há nenhum. A todo desejo de ser algo não há sobreposto nem a posterior necessidade de indesejo. O complexo desejo é uma criação mais adiante, da realização de um desejo [particular].

Ó Zos, Tu morrerás de extrema juventude! A Morte é uma doença do medo.

Tudo é uma caminhada inversa — incapacidade percebida de volitar: Caminhar em direção a ti mesmo.

Com a tua própria infinita multiplicação de associações Tu conheces todas as coisas.

Entre as sencientes criaturas humanas o nascimento é altamente desejável, os desejos de emancipação do homem — a libertação de seu self primitivo.

Lembra-te! Tu deixaste a alta posição pelas piores coisas? O Homem se torna aquilo em que ele reincide.

“Ó Zos, ainda que tu tenhas caído nas… encarnadas idéias das mulheres” Lança nos moldes demoníacos, a natureza humana é a pior natureza possível.

A degenerada necessidade das mulheres, dispensa com aquela parte de ti mesmo. Dá a ela todas as tuas fraquezas, ela é a metade do sofrimento.

A dor o espera, aquele que está desejoso sentimentalmente.

Seja, portanto, isso: ‘Mulher, não haverá colheita de nossos beijos’.

No homem e mulher está teu ‘ser’. Porém eu digo, Tu não podes criar este corpo mais uma vez.

Desperta! Chegou a hora das novas sexualidades! Então havia ocasião para os prazeres maiores.

Para aperfeiçoar as espécies vós homens devem amar uns aos outros.

Esta antiga ilusão da retidão ganhou uma condição futura na qual os homens lidam com cada dúvida.

Tu és o que tu preferes. O vidente, o instrumento da vista, ou o que é visto.

O desejo consciente é a negação da posse: a procrastinação da realidade. Cria teu desejo subconsciente; o orgânico é o impulso criativo à vontade.

Cuida de teu desejo. Deixa-o ser algo que implica em nada além de ti mesmo. Não há diferenças — apenas graus de sensação.

Provoca a consciência no toque, o êxtase na visão.

Deixa que tua maior virtude seja: “Insaciabilidade do desejo, corajosa auto-indulgência e sexualismo primitivo”.

A Realização não é apenas pela mera elocução das palavras ‘Eu sou Eu’ nem pelo auto- abuso, mas por um ato vivo.

Se o desejo por realização existe em ti, objetos sensuais irão continuamente fornecer as conveniências.

A Realização deste Self, no qual está todo o prazer à vontade, é através da consciência de algo na crença. A dificuldade é ficar no mesmo.

O Pensamento é a negação do conhecimento. Seja o teu próprio interesse com ação apenas. Purga-te de fé: vive como uma árvore andante!

Não tomes nenhum pensamento bom ou mau. Torna-se a casualidade auto-ativa pela Unidade de ti, Eu e Self.

A Realidade existe, mas não na consciência de tal: este fenomenal ‘Eu’ é noumenal e nem-isto, nem-aquilo (neither, neither).

Agora, deste modo, a concentração é explicada: “A vontade, o desejo, a crença; vividas como inseparadas, tornam-se realização”.

A Verdade concerne exatidão da crença, não realidade.

Quem não possui lei é livre. Em todas as coisas não há necessidade. Torna-se fatigado da elaborada sabedoria das morais.

Muitas palavras impróprias foram ditas em própria difamação, o que mais doloroso do que isso? Para na lama eu pisar em ti. O caminho que os homens tomam a partir de cada lado é meu.

Não há mais nada a ser dito.

‘Eu’ — espaço infinito.

AFORISMAS II

“Moral da sombra, nas quais o Arcano de Zos não tem comando”

ZOS FALA DE IKKĀH:

Deixando de lado todos os sonhos irreais, considera este mundo como falsa descrença.

Veja, neste dia a salvação chegou. Meu ‘Eu e Self’ consentiram na crença. Eu indagaria de ti, do teu eu suprimido. Esta não é a nova coisa desejada? Ninguém deve seguir-me. Eu não sou tua preservação. Tu és o caminho. Seguramente, tua virtude é ser igualmente diferente.

Tua queixa é a miséria: O hipócrita está sempre em oração.

Tu sofres? Tu deves sofrer mais uma vez, até que teu Eu não tenha medo de seu corpo. Em vez de procurar e crescer por tuas tentações, ele é o caminho para a inteligência.

Transgressão é a mais sábia das orações: Faz disso tua obsessão. Agradeça a ti mesmo e silencia.

O caminho covarde é religião. Não há medo algum — mas a honradez. Deixa que isto seja tua única desculpa, Eu satisfaço a mim mesmo.

Riso corajoso — não fé. Recompensados são os corajosos pois eles devem passar! Teu Eu é ínvido de satisfação. Contudo, nada de ti se dedica à realidade.

Quem quer que seja que aprenda muito, desaprende todos os desejos pequenos e sentimentais.

Este é o novo atavismo que eu ensinaria: Exigir a igualdade de Deus — usurpa! Os poderosos são justos para suas morais são arbitrários.

Vive além do pensamento em corajosa originalidade. Estas esperanças e medos são sonhos, há pouca realidade.

Não te arrependas, mas esforça-te para pecar em tua própria maneira, ânimo-leve: sem auto-censura. Torna-se a coisa em si ou a tua criatura.

Julga sem piedade, toda esta fraqueza é teu próprio abuso.

A Experiência é por acordo. A grande experiência: Seduzir a ti mesmo ao prazer. Há somente um pecado — sofrimento.

Há apenas uma virtude — a vontade do auto-prazer.

A vastidão — a maior não-normalidade.

A origem da moralidade é obediência às mais antiga forma de governo. Em juventude, todas as coisas devem obedecer a suas origens.

Ó, minha antiga IKKĀH, desprende este cordão umbilical, que minha juventude possa transitar!

O resultado mais importante do esforço humano é que aprendemos a nos tornar ladrões justos: a possuir mais facilmente dos outros para o proveito próprio (auto-proveito).

Nesta glorificação incessante do trabalho, descobri um grande segredo humano: “Faz teu trabalho — eu o meu prazer”.

como assim igualmente abaixo, isso nunca é suficientemente compreendido.

…Remorso? Recusa, faz a ti mesmo todas as coisas, sem medo.

A finalidade é alcançada quando vós tiverdes aprendido a digerir todas as coisas. O que é todo homem-matança senão aquilo que tu fazes a ti mesmo?

Apenas onde há necessidade há morte. Dispensa todos os ‘meios’ para um fim. Não há nada maior do que a sensação de jovialidade.

Self Eternal! estes milhões de corpos que eu desgastei!

Ó, êxtase sinistro. Eu sou teu vicioso auto-prazer que destrói todas as coisas.

Desconfia de teu preceptor, pois ‘verdade divina’ tem frustrado os melhores homens da sabedoria. Em tal revelação não há nenhuma sugestão.

Faz o teu máximo nos outros: mas tenha certeza daquilo que tu fazes: e mantenha tua crença livre da moralidade.

Observa a ti mesmo pela sensação: deste modo, conhece as perturbações e vibrações. Isto é tudo o que deves aprender: Amar todos os homens, pois haverá compulsão.

“Os quais são senão viventes seus… peculiaridades por mecanismo”

Não sirva nenhum homem, o inferno é democracia.

Não penses as palavras ‘Eu desejo’, não digas as palavras ‘Eu quero’. Respeita teu corpo: ele novamente se tornará tuas origens.

Não temas nada, — golpeia ao máximo.

Tédio é medo: Morte é fracasso. Vai onde tu mais temes.

Como tu podes te tornar grande entre os homens? …Lança-te adiante! Deste modo, o gênio é o esforço bem sucedido da memória.

Quebra os teus mandamentos, seja ilícito a todo dogma. A revolta é o adubo das novas faculdades.

O conhecimento e todas as más guerras reagem a partir de existências anteriores que estão agora fragmentadas no corpo e operam como desencarnados astrais.

Quanto mais distante a criatura que governa nossas funções mais incomuns é a nossa manifestação de fenômenos, os quais são senão das peculiaridades físicas deles por um mecanismo. Retrocede ao ponto em que o conhecimento cessa, na medida em que a lei se torna tua própria espontaneidade e é liberdade.

Se minha palavra é falada em fragmentos, afasta de lado camas de casamento, e remove as antigas câmaras da sepultura.

Se alguma vez eu me alegrei em calúnia, se eu tiver assassinado, mentido, adulterado, roubado; se como o temporal eu cuspo em todas as coisas — é porque eu recordo, da minha crença — há uma volição que apraz o contrário?

Pois eu te amo, ó Self! Pois eu te amo, ó meu Eu!

Ó! como eu poderia deixar de ser curioso por tua originalidade no amor-próprio? Nunca, contudo, houve procriação com outro sendo satisfatória.

Se eu perambulei no casamento com qualquer coisa — houve uma conspiração de acidentes: dentro e fora.

E o que apraz o amor-próprio — este exalar de bom gosto, esta conversão em impiedade?

Conheço-te! …tua celestial necessidade que compele a oportunidade de suplantar as sexualidades!

Pois meu Eu é digno do Self: e sozinho sabe o que é justiça.

Em verdade, vos digo que bem e mal são um e o mesmo. É senão a distância que tu alcançaste.

Desejo ao auto-amor — o inesgotável, o procriador do êxtase!

Onde há vida há vontade ao prazer — por mais paradoxal que seja a manifestação. Onde as coisas viventes comandam seu próprio risco, nada senão sua própria lei. Eu sou tudo aquilo que deve superar o desejo concebível.

Este Auto-amor (amor próprio) não se circunscreve nem se promete, mas concede aquilo que é tomado — espontaneamente.

Portanto, eu te ensinarei, vai ao prazer de todas as coisas, pois elas devem novamente mudar da tenacidade à obediência.

E este novo nome eu darei a ti, para todas as acusações: Não é pecador, mas sonâmbulo. Pois aquele que premedita, age em seu sono.

Uma vez superada a dificuldade de obtenção de uma encarnação masculina a partir das origens não muito venéreas, um habitante deve vaguear entre os homens: o emprego, a devoção à arte: cama, uma superfície dura: roupas de pêlo de camelo: Dieta, leite azedo e raízes da terra. Toda a moralidade e amor das mulheres devem ser ignorados. A quem tal abandono não dá o prazer desconhecido?

Novamente eu digo: ‘Em todas as coisas’ teu prazer, pois ocasião não precisa ser.

Alimente sua alma com mais:


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