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Fundamentos dos rituais de magia negra

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excerto do Livro de São Cipriano Capa Preta
www.saocipriano.org

Na prática da Magia Negra, a discrição é essencial. Há instruções explícitas de que não deve haver risco de interferência durante as cerimônias, uma vez que ambos correm perigo, o adepto e seus assistentes. Se os ritos forem executados em algum ponto solitário ou em uma casa, não é tão importante embora aqueles que desejam invocar espíritos acreditem que podem ser atendidos com mais facilidade se conjurados em campo aberto.

Embora muitos considerem o praticante de Magia Negra essencialmente um indivíduo “solitário”, a maioria dos estudiosos acentuam a necessidade de dois ajudantes — homem e mulher — para prestar assistência no círculo especial durante as conjurações. Estes devem ser pessoas de força e decisão como os mestre e não se entregar ao pânico no decorrer dos ritos. As roupas e utensílios necessários são devidamente descritos:

“Suas vestimentas são executadas em tecido, pele de gato, ou coro de porco na cor negra; o linho, por suas qualidades abstratas para a mágica; as peles por causa da in fluência de Saturno e qualidades mágicas nas partículas destes animais; suas linhas para coser são de seda, tripa de carneiro, nervos humanos, pelos das partes íntimas, correias de pele de homens, gatos, morcegos, corujas, molas, etc. Suas agulhas feitas de espinhos de ouriço-cacheiro, ou ossos dos animais acima mencionados; suas penas de escrever são de coruja ou corvo e a tinta é sangue humano; seus unguentos, gordura humana, sangue, usnea, graxa de sapo, óleo de baleia; seus sinais de escrita do antigo hebreu ou samaritano; sua língua, hebreu ou latim; seu papel devia ser de membranas de crianças que chamam de pergaminho virgem, ou pele de gatos ou cabritinhos; e suas velas de gordura ou medula de homens ou crianças; além disso fazem suas fogueiras de madeira doce, óleo ou resina; seus vasos de barro, seus castiçais com três pés, feitos de ossos dos mortos; suas espadas de aço, sem bainhas, as pontas reversas”.

Para o principal objetivo da Magia Negra, uma veste de linho preto sem costura e sem mangas pode ser usada com um capuz leve, cor de chumbo, nele gravado os signos da Lua, Vênus e Saturno e as palavras ALMALEC, APHIEL, ZARAPHIE L. A tiara a ser usada deve ser feita de verbena e cipreste; os perfumes que são queimados: aloés (babosa), cânfora e estoraque.

Se a cerimônia é realizada para trazer desgraça ou morte para alguém, as vestimentas devem ser negras ou cinza-escuro, ao passo que uma argola de chumbo é usada em torno do pescoço. O adepto deve usar um anel guarnecido de um ônix e as guirlandas da cabeça devem ser trançadas de ciprestes cinza e heléboro. Os perfumes recomendados são: enxofre, escamoneai, alúmen e assa-fétida. Para vingança as túnicas devem ser cor de sangue, chama e ferrugem; uma correia de aço na cintura; braceletes para ambos ou pulsos; um anel simples ornamentado com ametista, para ser usado no dedo mínimo da mão esquerda. É importante que todos estes acessórios sejam feitos do mesmo metal.

A tiara deve ser entrelaçada de losna (absinto), arruda e guarnecida de ouro. Para trabalhar com sexo-magia, as vestes devem ser azul-celeste, os ornamentos de cobre e a coroa de violetas. O anel mágico encantado de turquesa, enquanto a tiara e as fivelas são de lápis-lazuli e berilo; rosas, murta e oliva são as flores simbólicas exigidas.

Naturalmente, deve ser acrescentado que algumas vezes o feiticeiro não pode propiciar todos estes artigos, neste caso pode usar sua simples veste negra com o pentagrama da Magia Negra bordado em seda cor de laranja.

Velhos pergaminhos sobre o assunto indicam que há certos dias da semana mais propícios às diferentes formas da magia.

Sábado para Magia Negra em geral; terças para causar desgraças, vinganças ou morte; sexta para sexo-magia.

Escolhido o dia certo e as roupas adequadas, o feiticeiro pode prosseguir com a preparação do círculo mágico. As instruções para isto são dadas especificamente no famoso: Livro Negro O Grande Grimoire.

Quando a noite do acontecimento chega, o feiticeiro trará seu bastão, couro de bode, a pedra chamada Emantilha e deverá munir-se de duas coroas de verbena, dois castiçais e duas velas de cera virgem, feitas por uma virgem e devidamente abençoada”. Deve tomar também dois fuzis novos, duas pederneiras novas com bastante pavio para acender, como também meia garrafa de uísque, incenso e cânfora bentos e quatro pregos do caixão de uma criança morta. Tudo isto deve ser levado ao lugar escolhido para o grande trabalho, onde mais tarde tudo será colocado no chão escrupulosamente disposto e o círculo do terror deve ser descrito de maneira cuidadosa.

Deve-se começar formando um círculo com tiras de pele de cabrito (pelica), presa ao chão pelos quatro pregos. Então com a pedra chamada Emantilha traça-se um triângulo dentro do círculo começando pelo ponto a leste. Um D maiúsculo, um E minúsculo, um A minúsculo e um J minúsculo devem ser desenhados da mesma maneira, como também o nome de Jesus entre duas cruzes. Deste modo os espíritos não terão poder para feri-lo pelas costas. O feiticeiro e seus assistentes podem então colocar-se sem medo nos seus lugares dentro do triângulo e, despreocupados de qualquer barulho, podem colocar os dois castiçais e as duas coroas de verbena ao lado direito e à esquerda do triângulo dentro do círculo.

Feito isto, as duas velas devem ser acesas num braseiro em frente ao Bruxo, formado de carvão recém-consagrado.

Este deve ser aceso pelo próprio, despejando uma quantidade pequena de uísque no centro e uma parte de cânfora, o resto será reservado para alimentar o fogo várias vezes ao, longo da reunião. Tendo realizado tudo acima mencionado, o chefe pronuncia a seguinte oração”:

Eu te apresento, ó grande ADONAY, este incenso tão puro quanto pude obter: do mesmo modo, te apresento este carvão preparado da mais etérea das madeiras. Ofereço-te, ó grande e onipotente ADONAY, ELOIM, ARIEL e JEHOVAM, com toda a minha alma e meu coração. Concedas, ó grande A DONA Y, em recebê-los como uma oferta agradável.

 O praticante da Magia Negra e seus dois assistentes estão preparados, o círculo completo, podem, portanto, realizar qualquer ritual escolhido.

Desde tempos imemoriais foi considerado necessário, em primeiro lugar, apaziguar o “espírito das trevas” antes de clamar ajuda dos poderes obscuros, e muitos feiticeiros usam um texto do livro: A Chave de Salomão.

Em certas reuniões é necessário fazer alguma espécie de sacrifício aos demônios, de diferentes maneiras”. Algumas vezes, animais brancos são sacrificados aos bons espíritos, e pretos, para os maus. Tais sacrifícios consistem de sangue e outras vezes de carne.

Os que sacrificam os animais, qualquer que seja a espécie, selecionam os virgens, como sendo mais agraváveis aos espíritos e prestam mais obediência.

Quando é sacrifício de sangue deve ser de quadrúpedes ou pássaros virgens, mas antes de oferecer a ablação, dizer:

“CAMIACH, EOMIAHE, EMIAL, MAOBAL, EM0II, ZAZEAN, MAIPHIAT, ZACRATH, TENDAC, VULAMAHI; por meio destes mais sagrados nomes, eu te conjuro (qualquer que seja o animal) que tu me assistas nesta atuação, por Deus, a verdade, Deus consagrado, o Deus que te’ criou e por Adão, Deus que impôs teu verdadeiro nome sobre ti e sobre todos os outros seres vivos”.

Depois disto, pegue uma agulha, fure a criatura na veia do lado direito e recolha o sangue em uma vasilha pequena sobre a qual dirá:

“Todo poderoso ADONAI, ARATHRON, ASHAI, ELOHIM, ELOHI, ELION, ASHER, EHEIEH, SHADDIA, ó Deus, o Príncipe, imaculado, imutável EMANUEL, MESSIACH, YOD, HE VAU, HE, seja meu socorro, de modo que este sangue possa ter poder e eficácia em qualquer lugar que eu deseje e em tudo que eu exigir”.

Perfume-o e guarde para usar: Quando necessário, em.toda cerimônia adequada para fazer sacrifício de fogo, este será feito com madeira de qualidade especialmente referente aos espíritos invocados; uníparo de pinho para os espíritos de Saturno; bucho ou carvalho para os de Júpiter; cornei ou cedro para os de Marte; louro para os de Sol; mirta para os de Vênus; avelã para os de Mercúrio e salgueiro para os da Lua.

Mas quando o sacrifício é de comida ou bebida, tudo que for necessário será preparado fora do círculo, e sobre uma toalha limpa estendida serão colocadas as refeições cobertas com um pano fino e muito limpo; com pão fresco e vinho de boa qualidade, sem esquecer tudo que se refere à natureza do planeta escolhido. Animais, tais como aves selvagens ou pombos são assados. O praticante deve tomar um copo de água pura de uma fonte e antes de entrar no círculo invoca os espíritos por seus nomes próprios ou pelo nome de seu chefe, dizendo:

“Ó espírito que foste convidado para esta festa, em qualquer lugar que estiveres, venha e esteja pronto para receber as nossas oferendas, presentes e sacrifícios e terás daqui por diante ofertas ainda mais agradáveis’.

Aromatize as iguarias com incenso adocicado salpicando com água exorcizada; então comece a invocar os espíritos até que apareçam. “Esta é a maneira de fazer sacrifícios em todas as ocasiões necessárias e agindo assim os espíritos estarão prontos para servi-los”.

De todos os rituais registrados o mais negro de todos é O Rito do Sacrifício. Isto era praticado na Idade Média, e sua terrível profanação proporcionou muita discussão entre pesquisadores do assunto. O rito que se segue era largamente conhecido e foi praticado nos séculos XV e XVI.

Depois da consagração o Mago deve recitar as seguintes orações, ajoelhando-se-:

“Meu Soberano Salvador Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, Vós que pela salvação do homem sofrestes a morte na cruz; Vós que antes de ser abandonado aos seus inimigos, num impulso de amor inefável, instituístes o sacramento do seu corpo; Vós que concedestes a criaturas indignas o privilégio de fazer suas celebrações diárias, tende condescendência com Vossos Servos, desse modo tomando Vosso Corpo Vivo em suas mãos; toda força e habilidade para a aplicação benéfica daquele poder com o qual foi agraciado contra a horda de espíritos rebeldes. Ajuda-me agora, ó Salvação dos homens, em meus pedidos. Amém.

Depois do nascer do Sol, um gato preto será morto, a primeira pena da sua asa esquerda arrancada e guardada para uso em momento adequado.

Os olhos retirados e também a I íngua e o coração; estes devem ser secos ao sol em um lugar secreto; uma cruz de um palmo de altura será colocada num dos quatro cantos, os sinais a seguir devem ser desenhados com o polegar:

Neste dia o feiticeiro deve abster-se de comer carne e de beber.

Na terça-feira, ao romper do dia, ele coloca a pena tirada do galo sobre o altar junto a uma faca nova. Os signos representados daqui para frente devem ser inscritos em uma folha de pergaminho virgem com vinho, que representa o sangue de Jesus Cristo.

Deve ser inscrito sobre o altar e, ao fim do sacrifício, o papel será dobrado dentro de um tecido de cor violeta, que será escondido no dia seguinte, junto com a oferenda do sacrifício e parte de uma Hóstia Consagrada. Na noite de quinta-feira, o feiticeiro levanta à meia-noite e, tendo espargido água benta no aposento, acende uma pequena vela de cera amarela, que deve ser preparada na quarta-feira e moldada na forma de uma cruz. Ao acendê-la começa o Ofício dos Mortos com grande veneração ao Deus vivo. Recita matinas e louvores, mas em lugar do versículo da Nona Passagem dirá:

“Livrai-nos, ó Príncipe, do medo do Inferno. Não deixai os Demônios destruírem minha alma quando tiver que comandá-los na execução dos meus desejos. Que o dia seja claro, que o sol e a lua resplandeçam quando tiver que invocá-los. b Príncipe, livrai-nos daquelas caras terríveis e permita que sejam obedientes ao serem invocados do Inferno, ao impor minha vontade a eles”.

Depois do Ofício dos Mortos, o bruxo apaga a vela e ao nascer do sol deve cortar a goela de um carneiro de nove dias de idade, tomando grande cuidado para que o sangue não caia sobre a terra. Retira a pele do carneiro e joga sua I íngua e coração no fogo. Do fogo, as brasas são preservadas para usar em ocasião oportuna. A pele, espargida com água benta quatro vezes por dia.

No décimo dia, antes do nascer do sol, a pele do carneiro é coberta com as cinzas do coração e da língua e também as cinzas do galo.

Na quinta-feira, depois do pôr-do-sol, a carne do carneiro é, enterrada em lugar secreto onde pássaro de qualquer espécie não possa chegar e o feiticeiro escreve com o polegar direito sobre a sepultura os signos aqui indicados:

Além disso, pelo espaço de três dias, deve espargir nos quatro cantos água benta dizendo:

“Jesus Cristo, Redentor dos homens, que sendo um Cordeiro sem mácula foi imolado pela salvação da raça humana, que foi considerado o único digno de abrir o Livro da Vida, conceda tais virtudes a esta pele de carneiro que possa receber os sinais que iremos escrever logo após com vosso sangue, de modo que os números, sinais e palavras possam tornar-se eficazes; e permita que esta pele possa preservar-nos das astúcias dos demônios, que possam ficar aterrorizados à vista dela e possam apenas aproximar-se de nós tremendo, através de Vós, Jesus Cristo que reinastes por todos os séculos. Amém”.

As litanias do sagrado nome de Jesus devem ser repetidas então, mas em lugar de Agnus Dei, substitua: “Cordeiro imolado, sejais Vós um pilar de força contra os maus espíritos.

Cordeiro sacrificado dê poder sobre o Poder das Trevas. Cordeiro sacrificado, conceda poder, privilégio e força sobre a ordem dos espíritos rebeldes. Assim seja. “Amém”.

A pele deve ser esticada durante dezoito dias e no décimo nono dia o velocino será removido, reduzido a pó e enterrado no mesmo lugar. A palavra VELLUS será escrita abaixo com o dedo, junto com os seguintes signos e palavra: “Possa isto que foi reduzido a cinzas preservar contra os demônios através do nome de Jesus”.

Também estes signos:

Por último, num canto próximo da parte de trás à direita do altar a pele deve ser colocada para secar ao sol, por três dias. Os seguintes signos devem ser inscritos com uma faca nova:

Completando, recitar o Salmo XXI. Inscrever então os seguintes signos:

Uma vez completados os símbolos é hora de recitar os versos Affferte Domino, Patriae gentium do Salmo XCV: Cantate Domino Canticum Novum, do qual o sétimo versículo è Oferte Domino, Fillii Dei; recitando e gravando mais estes signos:

Agora recita-se o Salmo XXVII, Atendite popule meus, le-gum mean,

e a seguir este desenho:

Uma vez desenhado dizer: Quare Fremuerunt gentes et popule maditati sunt inania?

Então faça a ilustração como se segue:

E repita o Salmo CXV: Credidi propter quod locutos sum.

Finalmente, no último día (no último dia do mês) deverá ser dita uma Missa pelos Mortos. O sermão e o Evangelho de São João, são omitidos; ao fim da missa o feiticeiro recita: Confitemini Domino quoniam bonus.

Outro método apresentado para chamar espíritos e .obter qualquer desejo é registrado num manuscrito chamado de A Grande Clavícula. Trata-se da conjuração de um espírito maligno que é procurado para fazer um pacto.

Conjuração

Imperador Lucifer, mestre dos espíritos revoltados, rogo-te que me favoreças na adjuração que dirijo a teu Ministro todo poderoso Lucifuge Rofocale, desejoso de fazer um pacto com ele. Peço-te também pelo Poder de Tetragrama, ó Príncipe Belzebu, para me protegeres em um empreendi- mento. Õ Conde Astorate, seja propício a mim e permita que esta noite o grande Lucifuge possa aparecer diante de mim em forma humana, livre do cheiro do mal e que ele possa dispensar a mim, todos os desejos que eu queria.

Ó grande Lucifuge, rogo-te abandonar tua morada, onde quer que seja e venhas falar comigo.

De outra maneira eu te obrigarei pelo poder do vigoroso Deus vivo, Seu bem-amado Filho e Eterno Espírito Santo.

Obedeça prontamente, ou serás eternamente atormentado pelo poder das palavras poderosas da Grande Clavícula do Rei Salomão. Por meio do Poder da Magia ele estava acostumado a compelir os espíritos rebeldes a receber seu pacto. Então apareça em seguida ou eu te torturarei em razão das grandes palavras desta Clavícula: Aglon, Tetragram, Vaycheon, Stimulaton, Ezphares, Retragrammaton, Olvaram, Irion, Estiyon, Existion, Eryona, Onera, Orasym, Mozm, Messias, Soter, Emanuel Sabaoth, Adonay, te adoro, te invoco. Amém.

 O espírito se manifesta:

 “Olha, eu estou aqui Que pretende de mim? Por que perturba meu repouso? Responda-me.”

Responda ao espírito:

 É meu desejo fazer um pacto contigo, meus desejos estão em tuas mãos imediatamente e, à falta de cumprimento, usarei as palavras poderosas da Clavícula em teu

O satânico impõe:

 Não posso ceder aos teus desejos a menos que te entregues a mim em vinte anos para que eu possa dispor de teu corpo e alma como bem.

A condição e a seguinte: proponha seu pacto a ele, que deve ser escrito em uma folha de pergaminho, cujas palavras devem ser estas e assinado com seu próprio sangue:

“Prometo ao grande Lucifuge recompensá-lo no período de vinte anos por         todas as generosidades que serão conferidas a mim”. Em testemunho disso assino do próprio punho.” Assinado:…………………………………………..

 A fim de reforçar sua obediência recitar a Suprema Apelação, com as palavras terríveis da Clavícula. 0 espírito satânico aparecerá de novo e então uma vez mais fala:

Por que você me atormenta de novo? Deixe-me descansar e darei a você o tesouro mais próximo, sob a condição de reservar para mim uma moeda na primeira segunda-feira de cada mês e não me chamar mais que uma vez por semana, entre dez da noite e duas da madrugada. Prepare o pacto que eu o Mas se faltar à sua promessa será meu, de imediato e eternamente”.

O mágico responde:

 Concordo com seu pedido, aceito a doação do tesouro mais próximo que eu possa levar imediatamente”.

A seguir atira o pacto sobre o tesouro, toca-o com o bastão, retira tanto quanto pode, volta ao círculo andando de costas, coloca o tesouro em sua frente e recita a Liberação do Espírito:

Ó Príncipe Lúcifer, estou contente contigo por enquanto”. Deixar-te-ei em paz por agora e permito que te retires para onde quer que seja agradável a ti, que seja sem barulho e sem deixar qualquer cheiro do mal atrás de ti.

Esteja atento, contudo, ao nosso compromisso, assegura-te de que golpear-te- ei eternamente com o Bastão Amaldiçoado do Grande Adonay, Eloim, Ariel e Jehová. Amém”.

Tornou-se óbvio que uma vez que o feiticeiro se submete a provar ousadia bastante para exercer domínio sobre espíritos satânicos tais como este, pode progredir na área perigosa da necromancia: a ressurreição dos mortos. O objetivo deste ritual é consultar o espírito de um morto sobre o futuro e em assuntos particulares em relação à vida. Num manuscrito da mesma época da Clavícula, destacam-se as seguintes e dramáticas instruções:

É indispensável para aquele que convocar o morto assistir primeiro à Missa Cristã. Quando da elevação da Hóstia deve se inclinar e dizer em voz baixa: Exurgent mortius at ad me venient (“O morto se levante e venha a mim”). Depois disso, o necromante deve deixar a igreja e dirigir-se ao cemitério mais próximo. Junto ao primeiro túmulo dirá:

Poder infernal, tu que levas inquietação por todo universo, deixa tua sombria habitação para se apresentar ao lugar além do rio Styx”.

Depois de alguns momentos de silêncio, acrescenta:

Se tens em teu poder aquele que eu chamo, eu te conjuro, em nome do Rei dos Reis, a deixar que esta pessoa apareça na hora que eu indicar”. A seguir o conjurador com a mão cheia de terra espalha como grão, murmurando durante todo o tempo:

Possa aquele que e pó levantar-se de seu Possa ele sair do seu pó e responder ao meu chamado que farei em nome do Pai de todos oshomens”.

Dobrando o joelho, passa a olhar para o lado direito. Assim deve permanecer por longos minutos, depois então toma dois ossos humanos e segura-os na forma da cruz de Sto. Andre. Deixando o cemitério, o bruxo joga os ossos dentro da primeira igreja que encontrar. A seguir, andando sempre em frente e sem olhar para trás, caminha exatamente quatro mil. cento e noventa passos. Deita-se no chão, estica-se, as mãos sobre as pernas, os olhos elevados ao céu, na direção da lua. Nesta posição ele convoca o falecido dizendo:

—  Ego sum, te peto et videre queo.

 O espectro aparecerá prontamente e responderá o que quer que lhe seja perguntado.Será dispensado com as palavras:

Volte ao reino dos Estou feliz com tua vinda”.

Deixando o lugar, o necromante volta à sepultura e com a mão direita traça a cruz sobre a pedra.

Neste ritual, o praticante é advertido: “Não esqueça o menor detalhe da cerimônia, tal como se recomenda. Caso contrário, você se arrisca às armadilhas do inferno”.

Oração para Despedir o Espírito:

 “Ó Deus Onipotente, que criastes todas as coisas para vosso serviço e conveniência dos homens, rendemos a Vós os nossos mais humildes agradecimentos pelos benefícios que, por vossa grande generosidade, nos permitistes experimentar esta noite dos Vossos inestimáveis favores, nos quais Vós nos concedentes de acordo com nossos desejos.

Agora, ó Deus todo poderoso, que realizamos todo o objetivo de Vossas grandes promessas, quando Vós nos dissestes: Procure e encontrarás; bata; e a porta se abrirá para vós. Agora então obrigai o espírito (nome) a aparecer diante deste círculo, em uma forma bela e graciosa, para voltar para o lugar de onde veio sem me ferir. E que se não obedecer então ordenai em nome dos mais sagrados e gloriosos nomes: Adonai, Elohim, Zabaoth, Elion, Eschence, Yah, Tetragrammaton e Shadai, que irão certamente forçá-lo a partir em grande medo e temor. Assim seja. “Amém”.

Uma prática corriqueira na Magia Negra é o enfeitiçamento de inimigos ou a possibilidade de atrair castigo sobre alguém que ofenda o praticante. O feiticeiro como sempre, precisa apenas voltar ao seu Livro Negro para encontrar a maioria dos mais apropriados métodos para realizar seus desejos perversos.

Um manuscrito datado do século XVI descreve um feitiço na época largamente praticado. Ei-lo:

Tome um pouco de terra de uma sepultura recém-cavada. Então roube o osso de um defunto e queime até virar cinzas. Misture a cinza com uma aranha negra ainda viva e junte à seiva de uma árvore velha; no caso a árvore amaldiçoada da qual a cruz de Cristo foi feita. Amolde esta mistura na forma de uma rã ou sapo para representar a pessoa que será enfeitiçada e espete alfinetes e espinhos como quiser. Depois do nono dia ele ou ela morrerá.

Este feitiço é mais efetivo contra os homens, mas se a vítima é uma mulher, deve-se simplesmente fazer uma imagem de cera e jogá-la sobre um braseiro, dizendo:

“O comandante supremo e amigo, eu te conjuro e te ordeno a obedecer esta ordem sem hesitação: consagro esta figura no nome de… (nome da vítima), desse modo deves eliminar a vida dela que é tão detestável para mim. Assim apresente-se e cumpra minha ordem por medo de Seu nome”.

Para assegurar a morte, é essencial que se enterre no mínimo um alfinete no coração da imagem. Para causar doenças apenas, os alfinetes podem ser espetados nas costas ou pernas (tendo em mente uma doença em especial para a qual a vítima tenha propensão). A imagem feita de cera vermelha — cerca de um palmo de comprimento e três ou quatro dedos de largura — diz- se ainda mais eficiente se alguma gordura humana é adicionada. Para se obter sucesso absoluto é essencial juntar uns fios de cabelo e aparas de unhas pertencentes à vítima.

Alimente sua alma com mais:


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