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Como está escrito no Livro da Lei, a Lei de: “Faça o que tu queres será o todo da Lei.” Diz-se ainda: “O amor é a lei, o amor sob vontade”. Os dois termos primários nestas declarações são Vontade e Amor, respectivamente. Na língua grega, eles são Thelema (Vontade) e Agapé (Amor).
Usando a técnica grega de isopsefia, que aplica um valor numérico às letras, as letras de ambas as palavras, quando somadas, equivalem a 93:
Thelema = Θελημα
Θ (Teta) = 9
ε (Épsilon) = 5
λ (Lambda) = 30
η (Eta) = 8
µ (Mu) = 40
α (Alfa) = 1
9+5+30+8+40+1 = 93
Ágape = Αγαπη
Α (Alfa) = 1
γ (Gama) = 3
α (Alfa) = 1
π (Pi) = 80
η (Eta)= 8
1+3+1+80+8= 93
A relevância desta técnica encontra-se na arte da correspondência. Quando duas palavras têm o mesmo valor, diz-se que elas têm uma conexão significativa. Nesse caso, considera-se significativo que os dois conceitos centrais de Thelema – Vontade e Amor – sejam de igual valor e, portanto, tenham uma conexão direta.
Existem outras palavras encontradas na literatura Thelêmica que somam 93 usando isopsefia ou gematria como Aiwaz (Ditou Liber Legis para Aleister Crowley em 1904) e TzBA (Vontade, Estrela, Anfitrião)
Uso como saudação
É comum os Thelemitas se cumprimentarem com “93” pessoalmente, bem como na abertura e fechamento de suas correspondências escritas. Este costume deriva da diretriz de Aleister Crowley de que os Thelemitas deveriam saudar uns aos outros com a Lei. Já que dizer a Lei inteira pode ser complicado, usar 93 se tornou uma espécie de abreviação.
Na correspondência escrita informal, muitas vezes encontra-se o número sozinho no início de uma carta e na forma “93 93/93” no final. Neste caso, a inicial “93” significa “Faça o que tu queres será o todo da Lei”, e “93 93/93” significa “Amor é a lei, amor sob vontade”. Alguns Thelemitas acham este uso excessivamente informal, mesmo para uso diário; outros apontam que é atestado nas próprias cartas de Crowley e consideram aceitável como resultado.
Flexibilidade da saudação
Em uma carta a um estudante sobre as saudações formais, Crowley escreveu: “Não é preciso ser dogmático sobre o uso dessas palavras especiais. Pode-se escolher uma fórmula para representar sua própria Verdadeira Vontade”. Na mesma carta, em resposta à pergunta se ele se abstém de usar a saudação formal em alguns casos para evitar constrangimento, ele diz: “Sim, eu faço”. Mas observe como ele não deixa de alinhar tal discrição com sua Verdadeira Vontade enquanto continua na carta: “Não acho que seja de boa educação forçar minhas idiossincrasias goela abaixo das pessoas, e não quero parecer mais excêntrico do que preciso. Isso pode prejudicar minha influência pessoal e, assim, prejudicar o Trabalho que estou tentando realizar.”
Bibliografia
- Crowley, Aleister. (1997). Magick: Livro Quatro.
- Crowley, Aleister. (1994). Magick Sem Lágrimas
- Thelemapedia
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