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O Oráculo de Cronos (O Culto do Cubo Negro)

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por Arthur Moros

Este feitiço tem o objetivo de evocar uma manifestação de Cronos para que sirva como oráculo. Este ritual não se destina a pedir favores ao senhor sombrio, mas sim a suplicar-Lhe respostas sobre o passado, presente ou futuro. Como Cronos (Saturno) é o Senhor do Tempo, é um dos mais poderosos deuses oraculares da Antiguidade.

O feitiço sugere que a divindade aparecerá de forma hostil, o que pode ser devido ao fato de que o magista parece ameaçar a divindade no texto original. Como o acólito Saturnino jamais ousaria ameaçar o deus, o texto foi adaptado para representar o culto internacional mais amplo.

Na fórmula para chamar o deus, as letras “NN” indicam que o acólito deve dizer qual é seu pedido.

O Rito
Antes do ritual, o iniciado deve vestir roupas de tecido preto e áspero. Lã preta é a melhor opção, se estiver disponível.
O ritual deve ser feito à noite, em um local onde cresça grama.

Primeiro, acenda uma pequena fogueira ritual. Nela, ofereça sálvia ao deus, junto com sangue, pelos de gato e esterco.
Depois, pegue duas mãos cheias de sal e moa num moinho manual enquanto repete a fórmula até que o deus apareça.

Se, enquanto você fala, ouvir passos pesados e o tilintar de ferro, o deus está chegando acorrentado, portando uma foice. Mas não tema, pois você é Seu devoto.

A fórmula a ser dita enquanto se mói o sal é esta:

“Eu Te invoco, o grande, o sagrado, Aquele que criou o mundo habitado inteiro, contra quem foi cometido o delito por Teu próprio filho, a quem Hélio acorrentou com grilhões adamantinos para que o universo não se misturasse, Tu, hermafrodita, pai do raio, Tu que subjugas os que estão sob a terra, Aie Oi Paidalis Phrenoteicheido Stygardes Sankleon / Genechrona Koirapsai Kerideu Thala-Mnia Ochota Anedei; vem, mestre, deus, e dize-me por necessidade acerca de NN, pois fui eu quem se rebelou contigo contra Coelus, Paidolis Mainolis Mainolieus.”

E a fórmula que acalma sua ira é:

“Kybdobris Koderieus Ankryrieus Xantomoulis.”

Estas palavras devem ser ditas quando Ele aparecer de forma ameaçadora, para que seja apaziguado e fale sobre o que foi perguntado.

Ao fim do rito, o caminho de volta ao Cubo Negro pode ser aberto com as palavras:

“Anaea Ocheta Thalamnia Keri-Deu / Koirapsia Genechrona Sanelon Stygardes Chleido Phrainole Paidolis Iaei, Volta ao Teu descanso, meu senhor, mestre do mundo, antepassado; vai para Teus próprios domínios para que o universo seja mantido. Sê misericordioso comigo, senhor.”

<- O Culto do Cubo Negro


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