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Exu Pirata

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por Quimbanda Brasileira

A presença e ação dos Piratas no Brasil-Colônia infelizmente é um episódio pouco explorado e difundido na História do Brasil. Existem centenas de relatos oficiais e não oficiais que descrevem a ação dos ‘Ladrões dos Mares’ em toda costa brasileira. Um exemplo é a Ilha Grande, localizada na região de Angra dos Reis – Rio de Janeiro – BR, que foi um centro comercial e um refúgio entre os séculos XVI e XIX para os piratas e contrabandistas que agiam na Costa Brasileira.
Entre 1585 a 1605 os Piratas tinham como principal alvo os carregamentos espanhóis e portugueses de prata, ouro e outras riquezas. Entretanto, os piratas também estavam envolvidos em comércio de madeira (Pau Brasil) e posteriormente, trafico negreiro clandestino. Eram mestres nas emboscadas, principalmente nas ilhas da Marambaia, dos Porcos , Grande , São Sebastião e Santa Catarina dentre outros pontos.

No Brasil ocorreram piratas de diversas nacionalidades, porém, destacam-se os holandeses, ingleses, franceses, espanhóis, portugueses e meados de 1827 tivemos a incidência de ataques de corsários argentinos.

Existem dois tipos de pirataria:

• A Autorizada pelo Estado – Corsários;
• A não-autorizada – Piratas.

Os piratas eram anárquicos e assaltavam navios de todas as nacionalidades, inclusive a própria. Eram grupos agressivos, cujo ‘modus operandis’ envolvia o roubo, assassinato e escravidão de seus inimigos. Alguns grupos eram motivados pelo ódio à determinado país, outros simplesmente eram motivados pela pilhagem. Além da pilhagem, os piratas eram especialistas em sequestro, principalmente das pessoas ligadas a nobreza ou portadores de grandes posses.
Geralmente os transgressores ligados ao mar se tornavam piratas, entretanto, escravos fugitivos também compunham esse bando. Democráticos, possuíam rígidas regras de conduta própria e sempre agiam ao comando de um suposto capitão escolhido por aclamação. Viviam ‘um dia por vez’ e quase sempre terminavam mortos por afogamento, em batalhas ou pelo Estado (quando capturados).

A grande maioria dos piratas não acumulava riquezas. Tudo que ganhavam gastavam enquanto estavam em ‘terra firme’. As tavernas serviam-lhe bebida e comida em abundancia, além de encontros amorosos com prostitutas. Essas relações pessoais ultrapassaram a esfera material e continuam existindo no plano astral.

Os piratas eram almas sedentas pela liberdade e muitos, pós desencarne físico, foram atraídos para as Colunas da Quimbanda. Pela forte relação com o mar, fazem parte do Reino da Praia e são conhecidos como Exus Piratas. Essa legião é evocada por muitos motivos pelos adeptos que a conhecem, porém, a principal função é permitir que as escolhas não sejam tolhidas por Lei alguma. Exu Pirata nos ensina aproveitar algumas benesses dessa vida sem nos acorrentarmos e mostra que devemos usar todas as artimanhas possíveis para alcançarmos nossos objetivos, porém, devemos respeitar e honrar a família espiritual (bando) ao qual pertencemos. Exu Pirata é a agressividade do comércio, o contrabando, a falsificação e tudo que circunda esses artigos.

O contato com Exu Pirata torna nossos instintos apurados e dificilmente nos enganam. Muitas vezes essa Legião prejudica uma pessoa para que a mesma forneça informações que gerarão lucros aos adeptos. Seus ataques são ferozes e muitas vezes destroem a vida e tudo que o inimigo construiu (os espíritos chamam de ‘afundar o barco’). Não se importam com a vida alheia e raramente praticam algum ato que beneficie pessoas de fora do culto. Para os adeptos que possuem afinidades com a Legião, são extremamente fiéis, mas são os primeiros que chicotearão as costas daquele que não seguir o caminho evolutivo.

Ponto Cantado no Nosso Templo:

“Sete profundezas guardam os tesouros desse Exu
Ele é malvado, ladrão e assassino que empilha ouro, perola e prata,
Salve o poder do Reino da Praia,
Saravá Exu Pirata!

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