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FR+ Irmão Leigo
A psicologia mais ortodoxa, em sua maturidade atual, já reconhece a existência da mente subconsciente (ou inconsciente). Essa dimensão interna, silenciosa e profunda, é formada pelos pensamentos, emoções e estados de consciência experimentados no passado. Cada pensamento, ao ser alimentado pela força dos msentimentos e emoções, grava-se e organiza-se nessa região oculta da mente subconsciente, obedecendo à lei da associação. E como a psiquiatria e a psicanálise modernas demonstram, essa mente subconsciente atua continuamente sobre a consciência desperta, influenciando pensamentos, emoções e comportamentos de maneira poderosa e incessante.
Não apenas os desejos isolados das células-pensamento (representações mentais individuais), mas também os desejos coletivos das egrégoras, isto é, os agrupamentos dessas células-pensamento, determinam em larga medida a conduta e os destinos dos indivíduos.
Além disso, essa mente subconsciente exerce força psicocinética, moldando o ambiente físico e atraindo para a vida condições e acontecimentos em conformidade com o que desejam. Tais eventos podem ser benéficos ao indivíduo e ao grupo, mas (e aqui reside o alerta), existem igualmente desejos opostos de outros indivíduos ou grupos, que invocam condições contrárias e muitas vezes nocivas. Eis por que o silêncio, a discrição e a disciplina se tornam virtudes indispensáveis no caminho iniciático.
Enquanto o homem ignorar a influência desses diversos grupos humanos e espirituais que atuam em sua mente subconsciente, seu poder de direcionar conscientemente o próprio destino permanecerá severamente limitado.
Tomemos como exemplo a vida familiar: ainda que alguém possua intelecto brilhante e excelente capacidade de raciocínio, os desejos inconscientes de certos grupos, especialmente os mais próximos (pai, mãe, irmãos ou parentes próximos), podem atuar psicocineticamente como barreiras invisíveis, atraindo infortúnios e insucessos.
O mesmo ocorre nos grupos iniciáticos: poucas Ordens florescem verdadeiramente, enquanto a maioria permanece estagnada. Isso acontece porque, em muitas delas, ainda existem células-pensamento desviadas para o interesse exclusivo e egoísta, indivíduos que, em vez de trabalharem pelo bem comum, alimentam ressentimentos e até desejam a ruína do próprio grupo.
Um grupo só volta a prosperar quando tais células cancerígenas são afastadas. Assim como os planetas giram em harmonia ao redor de um sol central, também uma Ordem somente poderá expandir-se e irradiar luz se todos os seus membros orbitarem com lealdade, disciplina e devoção em torno de seu núcleo criador e mantenedor.
O Cristo-Lúcifer, portador da Luz, é o arquétipo desse princípio, conforme doutrina da Ecclesia Lux: Ele compartilha sua luz com todos os que se mantêm unidos ao eixo central. Já o “diabo” (etimologicamente, o que divide), representa a força da separação, da dissidência e do egoísmo, razão pela qual foi e ainda é aamplamente satanizado nas Escrituras dos cristãos ocidentais.
Por isso, amados peregrinos, saibam: alguns grupos podem organizar-se de forma a lhes trazer prosperidade, saúde e proteção, enquanto outros, doentes ou contaminados por células malignas, podem atrair desequilíbrios, infelicidade e dificuldades contínuas. Cabe a nós, como Iniciados, vigiar o pensamento, purificar os desejos e fortalecer a egrégora com disciplina, discrição e fidelidade, para que a Ordem prospere em harmonia e cada membro receba as bênçãos da Luz que flui do Centro.
Pax et Lux
Boa jornada.
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